sexta-feira, 15 de julho de 2016

FIZ DE VOCÊ

Fiz de você
uma paixão abstrata
um sonho impossível
Fiz de você
uma realidade imaginária
uma verdade solitária
Fiz de você
uma flor, uma poesia
fiz a minha alegria
Fiz de você
uma grande loucura,
agora, procuro a cura.
Fabrício Colombo

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Só o silêncio sabe
da minha vontade de gritar
Só a solidão conhece
a dor por tê-la
Só a escuridão percebe
o medo que tenho
Só a solidão sabe
o sonho que não vem
Só a escuridão conhece
o olhar que chora
Só o silêncio percebe
a vontade de dizer teu nome.

Fabrício Colombo

quarta-feira, 13 de julho de 2016

SOBRE A VERDADE


ÚLTIMO SOLDADO

Eu sei que sozinho nasci e só morrerei, como acontece com qualquer um. Mas ultimamente parece que ando só, parece que ando na contramão. Não, não, não estou rebelde, muito menos um rebelde sem causa. Pelo contrário, quero paz, harmonia, respeito, ética. Mas parece que o mundo não quer essas coisas, ou melhor, muitas pessoas não querem. Parece que fazer as coisas corretas é errado. Parece que querer um mundo melhor é bobagem. É cada um por si e Deus por todos. O problema é saber quem é esse todo. Muitos dizem praticar coisas que não fazem, e fazem coisas que não dizem. O mais difícill em um ser humano é ser coerente com aquilo que pronuncia, pois na maioria das vezes, na verdade nua e crua fazemos o que nos interessa e não o que realmente tem que ser feito. 

As pessoas manipulam o que tu diz e o pior, propagam ao vento palavras que jamais saíram da tua boca. Sorriem na tua frente e tramam nas tuas costas. Distorcem informações, criam verdades "alucinógenas" que enganam os tolos. O cansaço chega e o fardo pesa sobre os ombros daqueles que tentam trabalhar para melhorar uma coletividade. Coletividade esta que talvez não exista ou é tão pequena que não consegue se fazer ouvir na gritaria do individualismo, do eu. E assim, o nós, cada vez ais perdido. O nós parece aquele último soldado que sobrou no campo de batalha, isolado diante de um batalhão inimigo enfurecido, cego, rancoroso. Mas este soldado foi forjado a acreditar que assim como ele existem outros, que vão resistir até o último fio de luz que seus olhos possam ver.

                                                                                                                    
Fabrício Colombo.
                                                                                                                      

SOBRE O SILÊNCIO


terça-feira, 12 de julho de 2016

NÃO É DE VOCÊ

Ah! Essa saudade que me consome
que acompanha cada passo meu
e faz doer até o meu olhar
nas imagens que na mente
insistem em passar.
Lembranças que não consigo esquecer
é como a loucura
ela vem e domina,
não faz pergunta, alucina!
Destrói o presente, mata o futuro
vive no passado
que não volta mais
e que nas cores da fotografia
trás de presente um sorriso
mas é apenas mais um feitiço
ilusões de um tempo
que não volta mais.
Esse mesmo tempo
que transformou em amargura
toda a doçura
que um dia se fez ternura
em meus braços jurou
ser eterna aquela aventura
que não sobreviveu
as tempestades que vieram.
As flores do jardim
que não resistiram a seca
que se fez no deserto que se transformou
nesse gelo que congelou esse coração que um dia bateu
muito mais do que podia, acelerou tanto
que não fez a curva e se quebrou
em pedrinhas de gelo
que com o calor derreteu.
E que falta faz
aqueles dias de sol
onde na beira da praia
no imenso azul do mar
eu sabia sonhar.
Ah!...que saudade
mas não é do rosto
que as imagens não trazem mais
não é de você que eu não tenho mais
é saudade do amor
que um dia me fez feliz demais!
Fabrício Colombo

segunda-feira, 11 de julho de 2016

BONS ALUNOS, ELES EXISTEM!

Normalmente quando escrevemos um artigo, fazemos críticas, apontando aquilo que em nossa opinião não achamos correto. Na grande parte das vezes, escrevemos sobre as coisas que não dão certo e precisa melhorar. Desabafamos, procuramos apontar soluções e que as pessoas procurem ter uma postura mais ética. Mas hoje não vou fazer críticas, nem escrever sobre o que está errado. Hoje vou escrever sobre os bons.
Os bons alunos que tenho, pois em um mar de mediocridade, muitas vezes esquecidos entre os extremos de uma sala de aula, eles existem! E eu, como professor tenho o privilégio de ter bons alunos, como digo, bons estudantes, por consequência, pessoas boas. Pessoas educadas, que sabem se relacionar sem agressividade, estudantes comprometidos com o gosto do conhecimento, que fazem aquilo que tem que ser feito e, quando necessário sabem argumentar ao invés de reclamar das dificuldades. Sabem demonstrar interesse, são esforçados, se dedicam a alcançar os objetivos traçados, pois têm objetivos e quem tem objetivo, sabe o que quer.
Ah! Meus bons alunos, gosto muito de vocês. Em vocês me sinto valorizado, percebo que vale a pena o tempo que me consome. Percebo que esse tempo não é perdido. Percebo em seus trabalhos, opiniões e argumentos que vão se tornando cada vez mais seguros. Sabemos também, que erramos e que errar faz parte do aprender e ter consciência disso é uma prova de inteligência.
Por isso, meus bons alunos, hoje resolvi escrever sobre vocês, para lembra-los que sei que existem. Que tenho profunda admiração e respeito, pois é por vocês que continuo, senão, já tinha desistido. Mas ainda bem que descobri que bons alunos existem!
Fabrício Colombo.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

UMA VEZ

Uma vez
teus cabelos soltos no vento
teu sorriso acanhado
palavras trocadas
Uma vez
um sonho, uma poesia
lábios que 
se encontraram
corpos que se uniram
Uma vez o amor
Uma vez, solidão!
Fabrício Colombo

quarta-feira, 6 de julho de 2016

MEU BEM QUERER (Dedicado a Viviane)

Meu bem querer
tem um sorriso que me fascina
um olhar que me alucina
e um jeito que me domina.
Meu bem querer
tem um V de vida
e uma vida no olhar
que vive a me encantar.
Meu bem querer
tem um sorriso
que me faz viver
um olhar que me faz querer.
Meu bem querer
tem um V de Viviane,
Viviane do meu viver!
Fabrício Colombo

terça-feira, 5 de julho de 2016

DESPEDIDA

Guarde na lembrança esse meu olhar
que aqui já quase triste
na lágrima seca que não cai, mas insiste.
Lembre que ele já brilhou como a luz do luar
enfeitiçou, encantou, navegou
e se perdeu na imensidão do oceano
ficou preso na tempestade e naufragou.
Na escuridão do mar, não foi engano
e no fundo do olhar transbordou
as águas do oceano, que não mais o deixou.
Mas eu te peço, guarde nesses lábios
que tanto amei em beijar
o último beijo que vou te dar.

Fabrício Colombo

segunda-feira, 4 de julho de 2016

O PAÍS DO FUTURO OU DA PICARETAGEM?


                Passei minha infância e cresci ouvindo que o Brasil era o país do futuro. Hoje, depois de vários anos de estudo, de quatro décadas de experiência de vida enfim, entendi porque este futuro nunca chega. O futuro é uma ideia e, no caso do nosso país, uma ideia utópica.
                Como o futuro chegara a um país afundado na lama por incompetência, negligência e o pior de tudo, picaretagem para tudo que é lado. Seria hipocrisia falar somente dos políticos que tem a fama maior e, não por acaso. Mas não é só no Congresso Nacional, Câmara de Deputados e de Vereadores e nos poderes Executivos que existem corrupção e pessoas levando vantagens, enquanto outras sofrem. Todo dia tem notícia sobre algum rolo em nosso país e, o pior de tudo, em todos os setores da nossa sociedade. Médicos com contrato de trabalho de seis horas diárias nos postos públicos e trabalham uma hora e só os gestores não sabem disso, vão abrir sindicância para averiguar. Por que isso ocorre, conivência, negligência, incompetência e falta de fiscalização, se é que existe interesse do poder público em fiscalizar. E enquanto o óbvio é apurado, a população sofre horas na fila para ser atendida, meses para realizar um exame, que em muitos casos chega tarde demais.  
                Outro caso interessante de picaretagem, advogados instruindo seus clientes de como fraudar a Previdência Social para conseguir benefícios sem realmente ter o problema para receber o beneficio. Quer dizer que a pessoa estuda anos em uma faculdade de bacharelado, se intitula doutor, para ensinar as pessoas a tirar vantagem, ou seja, corrupção, picaretagem. No “meu tempo”, picareta era vendedor de carro usado que não tinha boa procedência, agora são doutores (médicos e advogados).
                Tem também a corrupção no esporte. Por isso que muitas pessoas foram contra as Olímpiadas no Brasil. Vários clubes e federações receberam dinheiro público para investir nos atletas, na sua formação e na compra de equipamentos. Adivinha se isso foi feito. O dinheiro foi distribuído, mas a grande parte dos atletas olímpicos e paraolímpicos relata que não houve melhoria nenhuma. Como um país que não valoriza a educação vai ser um campeão olímpico.
                E por último, talvez o maior dos absurdos. O serviço da Samu, que tem como prioridade salvar vidas, foi envolvido em um escândalo, onde enfermeiros e médicos pioram o estado do paciente para que ele piore e dê entrada na UTI, pois assim, os hospitais particulares lucram mais. Isso acontece é claro para quem tem plano de saúde, pois para pacientes do SUS, que não tem condições de pagar um plano pode ser levado para qualquer lugar. Mas vejamos o absurdo, os caras brincam com a vida de pessoas acidentadas, que tiveram um mal súbito e ligam para o serviço pedindo ajuda, esperando serem salvas, para ganharem R$200,00 R$300,00 de propina. O que dizer de um “ser humano” assim.
                É claro que a culpa é do poder público, que como já me referi é incompetente, negligente, omisso e não fiscaliza, deixando milhões e milhões de reais, escoar literalmente pelo ralo. Mas fica evidente, que quando existe oportunidade, grande parte dos cidadãos brasileiros sejam eles cultos ou não, estudados ou não, ricos ou não praticam a picaretagem, são tão corruptos como os políticos. E o futuro; ah! O futuro nunca chega, pois esbarra na hipocrisia, na falta de caráter, na falta de bondade, na falta de ética, na falta de cidadania de um povo que enquanto não aprender que quando ele leva vantagem, milhares de pessoas foram prejudicadas, nunca será o país do futuro. Continuaremos ser o que sempre fomos...
Fabrício Colombo.

sábado, 2 de julho de 2016

sexta-feira, 1 de julho de 2016

BELEZA

Se beleza tivesse conceito,
este conceito seria você.
E neste nexo
eu consumiria o teu sexo.
Tocaria em tua pele
enradiaria de calor
profanaria teu amor.
Queria ter-te só pra mim
até p último fim.
A beleza esculpida
em tua face, em tuas formas.
Nua e crua, rara beleza
que ilumina o meu devaneio
ao te ver entrar
pelas portas
da loucura do meu olhar...

Fabrício Colombo.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

MOTIVOS

Às vezes o sonho se faz presente
E por essas coisas que a gente faz
E não dá para entender
Deixamos o sonho escapar
Entre os dedos, feito água
Pois mais uma vez eu me calei
Sufoquei o meu desejo de gritar
Fiquei só com a lembrança
Dos seus olhos fechados
Hoje eu sei que não precisa
De motivos para te amar
Simplesmente te amo
Mas sofro por não ter dito
Sofro calado na solidão
Com a saudade a me enlouquecer
Recordando você em meus braços
Agora está vontade de morrer
Por tão ter falado
De como eu amo você.
Fabrício Colombo

quarta-feira, 29 de junho de 2016

LOUCA VIDA

Minha louca vida cheia de sonhos
Mas sem planos para não virar enganos
Vida que nessa minha loucura
Incompreendida, ainda bem
Assim, ninguém complica
Não quero ser entendido
Quero ser feliz
Para contrariar o que parece incontrariável
Para despertar o adormecido
Para saber fazer de uma derrota
Uma surpresa na vitória
Quero minha vida louca, loucamente vivida
E dentro dessa loucura
Que não tem dores
E de muitos amores
Quero viver loucamente
Essa minha louca vida.
Fabrício Colombo

terça-feira, 28 de junho de 2016

A CANÇÃO SEM MELODIA

Mais uma vez
Fiquei quieto no meu canto
Ao desejar o teu sorriso
Ao me ver
Esta canção que fiz em silêncio
E no silêncio continua
Pois não consegui
Ainda encontrar a melodia
Mas o sonho está no ar
E por algum motivo
Eu acredito nele
E tenho a esperança de um dia
Eu encontre a melodia
Pra esta canção
Que irá te olhar nos olhos teus
E te dizer o quanto te quer.
Fabrício Colombo

segunda-feira, 27 de junho de 2016

A DEMOCRACIA E A ESCOLA

A democracia está dividida em quatro princípios básicos: igualdade, liberdade, direitos e responsabilidade. Somente o respeito a esses princípios irá proporcionar uma democracia plena em uma sociedade.
A igualdade não deve ser somente jurídica, mas também de condições e oportunidades, isto é, que todo cidadão tenha as mesmas chances de se desenvolver como tal. Da mesma forma a liberdade de se expressar, opinar, criticar e a liberdade de escolha. Os direitos não se limitam somente a participação política como escolher governantes, mas também o de ter acesso à justiça, à educação, à saúde, à informação, etc., ou seja, ter direitos às condições básicas para se ter uma vida digna.
No contexto escolar, é fundamental primeiramente, desenvolver a consciência nos alunos de que a democracia é uma via de mão dupla. Que a igualdade deve ser conquistada e mantida dentro dos pressupostos éticos; que a liberdade também é limitada e que somos responsáveis pelos nossos atos, que seremos cobrados por nossas decisões e atitudes; e que para se garantir os direitos se faz necessário respeitar e cumprir as obrigações.
Também desenvolver em nosso aluno que ele é um agente social e que suas decisões, mesmo que sejam individuais, em menor ou maior grau, interferem na vida de outros. Por isso o exercício da cidadania consciente é fundamental para o desenvolvimento mais justo de uma sociedade.
Dessa forma, não só os conceitos e princípios democráticos devem ser debatidos na escola, mas pratica-los, pois muitas vezes o exemplo prático é mais eficaz que o discurso no processo de aprendizagem de uma cidadania consciente. Por isso, as atitudes e a postura do corpo docente e de funcionários das escolas são importantes para transmitir o exercício da boa cidadania.
Fabrício Colombo.

SOBRE PESSOAS E JUSTIÇA


ATRÁS DA PORTA

Nada mais importa
Tudo está atrás daquela porta
Que eu não consigo abrir
Não tenho para onde ir
Pois tudo o que eu quero
Está atrás daquela porta
Os meus sonhos estão lá
O meu querer
A vontade de viver
O segredo e o meu medo
O olhar que me faz sorrir
Só me resta partir
Pois tudo está atrás daquela porta
Que eu não consigo abrir.
Fabrício Colombo

sexta-feira, 24 de junho de 2016

LOUCA SAUDADE

Eu preciso te ver
Se não vou enlouquecer
Não vou suportar
Tanto tempo sem te beijar
Estou morrendo de saudade
Não sei se vou aguentar
A falta que faz teus carinhos
E eu aqui sozinho
E aquele sorriso que igual nunca vi
Mas estou aqui distante de você
Onde a vida parece não ter cor
E lembrar de você é a única forma
De aliviar a dor da ausência
Mas nada consegue afastar
Esta louca saudade de você!

Fabrício Colombo

quarta-feira, 22 de junho de 2016

DOM DO POETA



Queria eu ter
O dom do poeta
Para falar de uma flor
E na flor encontrar o amor
Queria eu ter
O dom do poeta
Para falar de amar
E do amor
Que deverás tenho pra te dar.


Fabrício Colombo

terça-feira, 21 de junho de 2016

VOCÊ

Você
O sonho mais bonito que me aconteceu
Você
A realidade que nunca imaginei
Você
A vida que quis assim
E agora não dá mais para mudar
Nem ao menos tentar
Pois não posso e nem quero pensar
Se eu te perder um dia
Você
O amor que guardei pra mim
Fabrício Colombo

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A EDUCAÇÃO E NÓS

Dificilmente hoje, alunos do ensino médio das escolas públicas estaduais concluem os três anos de estudo e, aqueles que o fazem conquistam um certificado. Entretanto, isso não significa que eles tem o devido conhecimento ou preparo necessário que deveriam ter para um jovem que estudou no mínimo 11 anos (8 no ensino fundamental e 3 no ensino médio). Os problemas que causam essa realidade são muitos. Podemos considerar alguns.
Primeiramente destacamos a contradição entre os discursos e as práticas governamentais. Para os governantes tudo está sempre sendo resolvido e melhorado, mas as escolas continuam com falta de equipamentos, falta de professores e de funcionários, falta de especialistas como orientação, supervisão, bibliotecário, etc.; além das desgastadas e envelhecidas estruturas dos prédios das escolas. Portanto, a realidade vivida por professores e alunos é bem diferente daquelas pronunciadas pelos governos. Só não vê que não quer ver.
Porém, não sou do tipo que acha que a culpa é só do Estado e dos governos. Pois nós professores também somos responsáveis. Muitos estão desmotivados, outros acomodados e alguns num mundo de faz de conta. Sobra uns poucos profissionais que tentam fazer algo diferente, mas acabam esbarrando em outros problemas. A sociedade, infelizmente passou a ver a escola como uma “grande creche”, onde os professores devem cuidar e educar seus filhos. Quero lembrar aos pais que não é bem assim. A escola prima pelo conhecimento e pela formação de cidadãos, a educação básica vem de casa. E, aliás, falta muita educação atualmente entre pais e filhos e, isso acaba refletindo na relação entre professores e alunos no ambiente escolar.
Por último os alunos. Ah! Os alunos. Muitos dos nossos alunos não querem nada com nada, tudo é difícil: estudar, ajudar a escola, etc. Culpa do paternalismo político do nosso país. Claro que é difícil, estudar e trabalhar, quando deveriam estar só estudando. Porém, muitos do que trabalham se fazem de vitimas, querendo tirar vantagens para não fazer o esforço, que é o mínimo que deveria fazer. Outro problema é que fazem da escola um ponto de encontro e não um lugar de troca de conhecimento, de aprofundamento de sua aprendizagem e de seus saberes. Não aproveitam o tempo e o espaço para crescerem como pessoas. E aqueles que tentam são ridicularizados numa total inversão de valores. Como esses alunos sairão do ensino médio? Será que preciso responder. E olha que nem falei da violência, das drogas, etc.
Mas soluções existem, basta querer. É só cada parte do processo que envolve a educação fazer a sua parte. Ao Estado e aos governantes que parem com discursos demagógicos e cumpram suas promessas de realmente investir em uma educação de qualidade e não de faz de conta. Aos professores, que sejam professores, que não se curvem diante de doutrinas políticas, que cobrem de seus alunos, que ensinem, que exijam o que tem que ser exigido, que assumam a responsabilidade do que é ser um professor. Aos pais que incentivem seus filhos ao estudo, que os eduquem, que cobrem, que participem, que elogiem, pois a educação não é uma exclusividade da escola.
E aos alunos eu só peço uma única coisa, que estudem. Isto é, estudante, estuda, não choraminga; estudante, estuda, não lamenta; estudante, estuda e corre atrás; estudante, estuda e não faz de conta; estudante, estuda, lê, pensa, responde, argumenta e adquire conhecimento e com ele se torna livre. Ao contrário será mais um escravo da ignorância, esse câncer social. E partir do momento que tivermos mais estudantes e menos “coitados”, teremos pessoas melhores, mais realizadas e por consequência uma sociedade melhor, menos reclamona e mais ativa.
Fabrício Colombo.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

LIBERDADE AO POETA

Liberdade, liberdade
me tire essa ansiedade
me peque no colo
conte-me uma história
que faça o sol nascer
iluminando o caminho
e que eu não siga sozinho.
Liberdade, liberdade
busque pra mim a felicidade
onde ela estiver, encontre-a
e traga para junto de nós
para acabar com esses conflitos
que me deixam aflitos
aborrecido, perdido.
Liberdade, liberdade
por ande anda a eternidade
aquela de ser livre
como correr pelo campo sem direção
pelo simples prazer de sentir o vento
sem se preocupar com o tempo.
Liberdade, liberdade
me arranque desta castidade
que como ferrugem em ferro
me corrói
fogo em brasa, queima aos poucos
e aos poucos me destrói.
Liberdade, liberdade
lembra daquele sonho
ele ainda não é verdade
continua na realidade amarga
ferindo a carne crua
mas nem sinto mais dor
que na alma nua vaga delirante.
Liberdade, liberdade
eu não quero esses castelos de infelicidades
muito menos ser um rei
as flores do jardim me bastam
para que eu possa colhe-las
e entrega-las
em um sorriso, a minha amada.
Liberdade, liberdade
eu não quero o poder sobre a humanidade
mandar em que não quer obedecer
ou em quem obedece por não ter
eu só quero o direito de escolher
a história que irei escrever.
Liberdade, liberdade
não me mate de saudade
me dê logo as asas
para que enfim
eu possa voar,
voar para bem longe,
longe de mim.
Fabrício Colombo

VOU EMBORA

Vou embora
Aqui não fico mais
Pois o verde
Já não tem mais
Aqui não dá mais
O azul do céu
Cinza ficou
E as águas cristalinas
Sujas estão
E a árvore da minha sombra
Por uma serra derrubada foi
Vou embora
Aqui a vida
Me deixou sem cor
Vou me embora
Vou para um lugar
Onde o verde eu possa ter
O azul do céu eu possa ver
Onde em paz
A natureza e eu
Possamos viver!
Fabrício Colombo

quinta-feira, 16 de junho de 2016

TODO DIA

Tu és a alegria
Que me invade todo dia
A canção e a melodia
Que eu canto todo dia
A poesia
Que escrevo todo dia
Tu é a emoção
Que tenho todo dia
A loucura
Que faço todo dia
A paixão
Que me envolve todo dia
Tu és a razão
Por quem eu vivo todo dia.


Fabrício Colombo

NÃO EXISTEM PORQUÊS

Você pode me achar um louco
E é exatamente na loucura
Que eu encontrei
Um motivo para viver
Pois na loucura
Eu posso te ter
Mesmo que você não saiba
E não me pergunte por quê?
No amor
Não existem porquês.

Fabrício Colombo

quarta-feira, 15 de junho de 2016

SOCIEDADE DE CONSUMO

SOCIEDADE DE CONSUMO
As mudanças tecnológicas e industriais ocorridas nos últimos tempos definiram historicamente as transformações das sociedades capitalistas. O desenvolvimento experimentado pela modernidade traz junto a si, a massificação dos meios de produção, que aumentaram em quantidade, velocidade e diversidade. Com isso, as relações entre produção e consumo se intensificaram e o mercado cresceu, aumentando a lista de mercadorias disponibilizadas à população.

Nossas vidas foram invadidas por inovações do desenvolvimento técnico científico que cria produtos para uma massa populacional, dando a ideia de individual. Vivemos em um mundo, como nos afirma Luciana Sacramento: "em um mundo de pura estética e a sociedade dividida m tribos gangs". Os grupos sociais estão se organizando pela forma e pela maneira daquilo que consomem, das marcas que utilizam. Nós somos aquilo que consumimos. A partir daí, os valores passam a ser aquilo que eu uso, que eu compro; e não aquilo que eu verdadeiramente sou como pessoa.
O processo industrial, a mídia e o marketing modificam o imaginário das pessoas, tornando objeto de desejo algo que possa ser consumido. Passam-nos a ideia de que se usarmos tal produto ou comprarmos tal marca, seremos diferentes, seremos melhores, vencedores. Com isso, essa pressão socioeconômica causada pelo consumo mobiliza as massas em direção a realizações pessoais. Assim, o mundo capitalista fragmenta através de um ideal de intenso consumo, um projeto coletivo.
E o grande truque, está na personalização da produção em massa. Através do avanço da informática é possível consumir através da internet, aonde o consumidor vai moldando o seu produto. Como por exemplo, os automóveis, onde se escolhe a cor, os detalhes, enfim, vai dando a impressão que se está consumindo um produto exclusivo.
Dessa forma, em nossa sociedade o importante não é SER, mas sim PARECER. A legitimidade das coisas e do que as pessoas representam está na aparência não na essência, isto é, o que a pessoa pensa, aquilo em que ela acredita, não é mais o principal. Vale muito mais aquilo que ela aparenta ser, no seu modo de vestir, os lugares que frequenta, o bairro que mora, o carro que tem.
Fabrício Colombo.

QUE CENA É ESTA

Que sorriso é este que vem me encantar
Fazer a minha euforia
Me deixa assim
A deriva do vento
E o que diria o poeta
Desta emoção
De já ter vivido algo parecido
A mesma chuva, o mesmo frio
As mesmas palavras
Talvez, iguais os gestos
E na rua você andava
E eu percorria, vagava deserto
Ao teu lado me sinto livre
Preso em teu olhar
Simplesmente calado ao te ouvir falar
Vou ficando admirado
Espantado, a tua voz
Canção que já ouvi
E lembranças vem em mim
De algo que não vivi
E de repente na mente
Cenas tão reais
Que ainda não compreendi
E o poeta nada diz com as palavras
Mas o meu desejo é de saber
Em que século será que te conheci
Me apaixonei e te perdi
E só agora te reencontrei
Mas eu já te procurava nas poesias
Onde escrevi o teu nome
Nas histórias que eu li
Você era a flor que eu dizia ser a mais bela
E que cena é esta
Que se faz presente
Quando nós frente a frente
Serão lembranças de um tempo perdido
Ou previsões de um beijo atrevido.
Fabrício Colombo

terça-feira, 14 de junho de 2016

MENOS EM VOCÊ

Eu já consigo enxergar
As estrelas entre as nuvens
Sem confundir com o teu olhar
Eu já consigo andar pelo sol
Sentir o vento
Sem imaginar teus cabelos soltos
Ou presos, nuca nua
Esperando os meus sussurros
É, eu já estou pensando menos em você
Os delírios estão cicatrizando
O tempo implacável que tudo faz passar
Ou sou eu que aprendi a me enganar....

Fabrício Colombo.

SOBRE PROFESSOR


DEMOCRACIA: LIBERDADE E IGUALDADE

Os princípios básicos da democracia são a liberdade e a igualdade. Porém, estes princípios não eram respeitados na íntegra nem pelos gregos antigos, criadores da democracia. De lá pra cá, os princípios democráticos se mantiveram os mesmos, ora evoluindo, ora retrocedendo.
Tendo o nosso país como exemplo, logo perceberemos que nossa democracia é muito incompleta. Vejamos o caso da liberdade, que corresponde aos direitos de ir e vir, de expressão e de escolha. Os dois primeiros são realidades, pelo menos na lei, já que a violência e a falta de segurança compromete muito o nosso ir e vir. Mas não somos livres para escolher o nosso direito de participação, se queremos ou não participar do processo político. Trata-se de uma obrigação, portanto, não de um direito, neste caso de escolha. Mas isso ocorre por um motivo muito simples, os cidadãos brasileiros em sua maioria não são qualificados. Se o voto, sendo obrigatório como é, tem pessoas que o negociam, imaginem se ele for livre, vai virar leilão. O que nos falta é consciência e em alguns casos caráter, para compreendermos que o bem comum é mais importante que os benefícios individuais de alguns.
Entretanto, o problema maior de nossa democracia não é a liberdade e sim a igualdade. Nesse aspecto temos muitas dificuldades, desde lei que privilegiam alguns até a total falta de igualdade de condições e oportunidades. Não somos iguais perante a lei como é propagado. Infelizmente as condições socioeconômicas determinam nosso grau de igualdade, assim, como nosso status social: juízes, políticos, militares, promotores, entre outros que possuem fórum privilegiado. Portanto, existem vários fatores de desigualdade entre os cidadãos brasileiros, tanto social como econômico, cultural e de privilégios.
Dessa forma fica claro que nossa democracia é falha. Por que não podemos esquecer que democracia não é só o direito de votar e ser votado. É ter acesso à saúde, ao trabalho, etc. E não podemos esquecer fundamentalmente que é necessário conscientizar o povo, da sua importância numa participação social qualificada no processo democrático. Só que para termos cidadãos mais qualificados, se torna imprescindível uma educação realmente de qualidade, que prepare as pessoas não só para o mercado de trabalho como se prepara um robô, mas para uma vida mais humana, que seja capaz de compreender que o bem comum também lhe proverá o bem individual.
Fabrício Colombo.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

EU ESCREVO

Eu não escrevo para ser entendido
Escrevo para contrariar
Não escrevo para seguir ideias
Eu escrevo pelos sonhos
Não escrevo por nada
Escrevo para desabafar
Eu escrevo as ilusões
Não escrevo pela razão
Eu escrevo pela emoção!

Fabrício Colombo

FILHO DO TEMPO

Ò vento, filho do tempo
Que movimenta moinhos
Que balança as árvores
Levanta as folhas do chão
Faz flutuar as areias no deserto
Vento que sopra frio
Assobia uma triste canção
Arranca a vida da terra
Ao mesmo tempo brinca com o mar
Brisa suave que faz sonhar
Vento que troca as nuvens de lugar
Que dança com as flores no jardim
Vento, filho do tempo
Eu te peço, use sua força
E traga ela pra mim.
Fabrício Colombo

VOU ME EMBORA PRA USHUAIA

Vou me embora pra Ushuaia
lá pras banda da Terra do Fogo,
fogo amigo
porque aqui o fogo é cruzado
e pode vir de qualquer lado
Vou me embora pra Ushuaia
dizem que é longe
daí você não precisará mais escutar
o que eu tenho pra falar
Vou me embora pra Ushuaia
dizem que é muito frio
já estou acostumado
com a frieza das ironias
das mentiras e das hipocrisias
Vou me embora pra Ushuaia
dizem que é o fim do mundo
então, é pra lá que eu vou
pois por aqui, já faz tempo
que o fim do mundo chegou.

Fabrício Colombo

domingo, 12 de junho de 2016

ILHA DAS CABRAS

Ilha das Cabras, Camboriú - SC - Julho de 2005.
Imagem: Fabrício Colombo.

NADA RESTOU

De todo o olhar
de todo tocar
de todo arrepio
de tudo que se viu
de tudo que se pensou
e esse nada que restou....

Fabrício Colombo.

RIO DAS ANTAS

Rio das Antas, Nova Prata (RS) - Maio de 2015.
Imagem: Fabrício Colombo.

sábado, 11 de junho de 2016

A VÍTIMA NÃO TEM CULPA E PONTO FINAL


Na última semana o que mais se comenta no país é o caso do estupro coletivo que ocorreu no Rio de Janeiro. Primeiramente, para que não haja dúvida, reafirmo o que muitos já falaram a vítima nunca tem culpa. Esse caso teve relevância nacional, pois acabou caindo nas redes virtuais, mas segundo estatísticas oficiais, doze mulheres são estupradas todos os dias no Brasil. Numa matemática simples, em um ano são 4.365 mulheres, nos casos oficiais que são registrados. 
Não sou e nem sirvo de baluarte da moral, mas vamos refletir um pouco. Historicamente somos um país machista, mas não é só o Brasil, o mundo o é, e muitas vezes esse machismo é fortalecido por várias mulheres, pois já ouvi muitas mães dizerem a seus filhos meninos que homem não chora. Pode parecer bobo, mas não é. Homem chora sim, tem medo, homem ama, homem sofre, sente dor, homem sente tudo que um ser humano sente. 
Também temos a questão do funk e, me perdoem as pessoas que curtem esse tipo de música e até a minha ignorância sobre este estilo. Mas infelizmente o que vejo atualmente através de algumas letras de funk é que elas propagam o machismo e a mulher como objeto de uso do homem. 
“Eliza Maria, é, baile de favela, Invasão, é, baile de favela E as casinha, é, baile de favela E os menor preparado pra foder com a xeca dela”(MC João)
“Meninas trazem currículo, o João te da trabalho Senta na piroca Sua gostosa do caralho” (Mc João).
Não vou me estender nos exemplos, até porque tem palavras inadequadas e creio que não há necessidades de comentar, algo que fica evidente nas letras e infelizmente dançada e cantada por meninas, que talvez sejam vitimas de um sistema educacional excludente. Também não podemos dizer que isso seja liberdade de expressão; tudo tem limite, inclusive a liberdade. Afinal de contas propagar o nazismo é crime; propagar o racismo é crime; propagar a homofobia é crime; e propagar a desmoralização da mulher nas letras dessas músicas é o que? Arte?
Quem me conhece sabe que defendo a liberdade de expressão, das ideias, do respeito a escolha das pessoas, mas as letras citadas acima são ofensas. Nada justifica um estupro, ainda mais pra mim que aprendi que para uma mulher não se levanta nem a mão. Mas temos que começar a pensar melhor o que consideramos música, expressão cultural, expressão de liberdade, enfim, não pudemos confundir liberdade com libertinagem, senão estaremos sempre diante desses fatos que vem e sai da mídia e, de concreto nada muda. 
Fabrício Colombo.

PARQUE DAS TUIAS

Parque das Tuias - Fontoura Xavier (RS) - Fevereiro de 2015.
Imagem: Fabrício Colombo

sexta-feira, 10 de junho de 2016

MASOQUISTAS

Por que a gente não se lembra dos sorrisos
Mas sempre das lágrimas
Por que a gente não lembra dos sonhos, das conquistas
E sempre das decepções
Por que a gente não lembra das vitórias
Mas sempre das derrotas
Por que a gente não lembra dos amores com carinho
E sempre como se fosse um espinho
Por que a gente não lembra de viver a eterna aventura
Mas sempre sofrer pela amargura.

Fabrício Colombo