quinta-feira, 30 de junho de 2016

MOTIVOS

Às vezes o sonho se faz presente
E por essas coisas que a gente faz
E não dá para entender
Deixamos o sonho escapar
Entre os dedos, feito água
Pois mais uma vez eu me calei
Sufoquei o meu desejo de gritar
Fiquei só com a lembrança
Dos seus olhos fechados
Hoje eu sei que não precisa
De motivos para te amar
Simplesmente te amo
Mas sofro por não ter dito
Sofro calado na solidão
Com a saudade a me enlouquecer
Recordando você em meus braços
Agora está vontade de morrer
Por tão ter falado
De como eu amo você.
Fabrício Colombo

quarta-feira, 29 de junho de 2016

LOUCA VIDA

Minha louca vida cheia de sonhos
Mas sem planos para não virar enganos
Vida que nessa minha loucura
Incompreendida, ainda bem
Assim, ninguém complica
Não quero ser entendido
Quero ser feliz
Para contrariar o que parece incontrariável
Para despertar o adormecido
Para saber fazer de uma derrota
Uma surpresa na vitória
Quero minha vida louca, loucamente vivida
E dentro dessa loucura
Que não tem dores
E de muitos amores
Quero viver loucamente
Essa minha louca vida.
Fabrício Colombo

terça-feira, 28 de junho de 2016

A CANÇÃO SEM MELODIA

Mais uma vez
Fiquei quieto no meu canto
Ao desejar o teu sorriso
Ao me ver
Esta canção que fiz em silêncio
E no silêncio continua
Pois não consegui
Ainda encontrar a melodia
Mas o sonho está no ar
E por algum motivo
Eu acredito nele
E tenho a esperança de um dia
Eu encontre a melodia
Pra esta canção
Que irá te olhar nos olhos teus
E te dizer o quanto te quer.
Fabrício Colombo

segunda-feira, 27 de junho de 2016

A DEMOCRACIA E A ESCOLA

A democracia está dividida em quatro princípios básicos: igualdade, liberdade, direitos e responsabilidade. Somente o respeito a esses princípios irá proporcionar uma democracia plena em uma sociedade.
A igualdade não deve ser somente jurídica, mas também de condições e oportunidades, isto é, que todo cidadão tenha as mesmas chances de se desenvolver como tal. Da mesma forma a liberdade de se expressar, opinar, criticar e a liberdade de escolha. Os direitos não se limitam somente a participação política como escolher governantes, mas também o de ter acesso à justiça, à educação, à saúde, à informação, etc., ou seja, ter direitos às condições básicas para se ter uma vida digna.
No contexto escolar, é fundamental primeiramente, desenvolver a consciência nos alunos de que a democracia é uma via de mão dupla. Que a igualdade deve ser conquistada e mantida dentro dos pressupostos éticos; que a liberdade também é limitada e que somos responsáveis pelos nossos atos, que seremos cobrados por nossas decisões e atitudes; e que para se garantir os direitos se faz necessário respeitar e cumprir as obrigações.
Também desenvolver em nosso aluno que ele é um agente social e que suas decisões, mesmo que sejam individuais, em menor ou maior grau, interferem na vida de outros. Por isso o exercício da cidadania consciente é fundamental para o desenvolvimento mais justo de uma sociedade.
Dessa forma, não só os conceitos e princípios democráticos devem ser debatidos na escola, mas pratica-los, pois muitas vezes o exemplo prático é mais eficaz que o discurso no processo de aprendizagem de uma cidadania consciente. Por isso, as atitudes e a postura do corpo docente e de funcionários das escolas são importantes para transmitir o exercício da boa cidadania.
Fabrício Colombo.

SOBRE PESSOAS E JUSTIÇA


ATRÁS DA PORTA

Nada mais importa
Tudo está atrás daquela porta
Que eu não consigo abrir
Não tenho para onde ir
Pois tudo o que eu quero
Está atrás daquela porta
Os meus sonhos estão lá
O meu querer
A vontade de viver
O segredo e o meu medo
O olhar que me faz sorrir
Só me resta partir
Pois tudo está atrás daquela porta
Que eu não consigo abrir.
Fabrício Colombo

sexta-feira, 24 de junho de 2016

LOUCA SAUDADE

Eu preciso te ver
Se não vou enlouquecer
Não vou suportar
Tanto tempo sem te beijar
Estou morrendo de saudade
Não sei se vou aguentar
A falta que faz teus carinhos
E eu aqui sozinho
E aquele sorriso que igual nunca vi
Mas estou aqui distante de você
Onde a vida parece não ter cor
E lembrar de você é a única forma
De aliviar a dor da ausência
Mas nada consegue afastar
Esta louca saudade de você!

Fabrício Colombo

quarta-feira, 22 de junho de 2016

DOM DO POETA



Queria eu ter
O dom do poeta
Para falar de uma flor
E na flor encontrar o amor
Queria eu ter
O dom do poeta
Para falar de amar
E do amor
Que deverás tenho pra te dar.


Fabrício Colombo

terça-feira, 21 de junho de 2016

VOCÊ

Você
O sonho mais bonito que me aconteceu
Você
A realidade que nunca imaginei
Você
A vida que quis assim
E agora não dá mais para mudar
Nem ao menos tentar
Pois não posso e nem quero pensar
Se eu te perder um dia
Você
O amor que guardei pra mim
Fabrício Colombo

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A EDUCAÇÃO E NÓS

Dificilmente hoje, alunos do ensino médio das escolas públicas estaduais concluem os três anos de estudo e, aqueles que o fazem conquistam um certificado. Entretanto, isso não significa que eles tem o devido conhecimento ou preparo necessário que deveriam ter para um jovem que estudou no mínimo 11 anos (8 no ensino fundamental e 3 no ensino médio). Os problemas que causam essa realidade são muitos. Podemos considerar alguns.
Primeiramente destacamos a contradição entre os discursos e as práticas governamentais. Para os governantes tudo está sempre sendo resolvido e melhorado, mas as escolas continuam com falta de equipamentos, falta de professores e de funcionários, falta de especialistas como orientação, supervisão, bibliotecário, etc.; além das desgastadas e envelhecidas estruturas dos prédios das escolas. Portanto, a realidade vivida por professores e alunos é bem diferente daquelas pronunciadas pelos governos. Só não vê que não quer ver.
Porém, não sou do tipo que acha que a culpa é só do Estado e dos governos. Pois nós professores também somos responsáveis. Muitos estão desmotivados, outros acomodados e alguns num mundo de faz de conta. Sobra uns poucos profissionais que tentam fazer algo diferente, mas acabam esbarrando em outros problemas. A sociedade, infelizmente passou a ver a escola como uma “grande creche”, onde os professores devem cuidar e educar seus filhos. Quero lembrar aos pais que não é bem assim. A escola prima pelo conhecimento e pela formação de cidadãos, a educação básica vem de casa. E, aliás, falta muita educação atualmente entre pais e filhos e, isso acaba refletindo na relação entre professores e alunos no ambiente escolar.
Por último os alunos. Ah! Os alunos. Muitos dos nossos alunos não querem nada com nada, tudo é difícil: estudar, ajudar a escola, etc. Culpa do paternalismo político do nosso país. Claro que é difícil, estudar e trabalhar, quando deveriam estar só estudando. Porém, muitos do que trabalham se fazem de vitimas, querendo tirar vantagens para não fazer o esforço, que é o mínimo que deveria fazer. Outro problema é que fazem da escola um ponto de encontro e não um lugar de troca de conhecimento, de aprofundamento de sua aprendizagem e de seus saberes. Não aproveitam o tempo e o espaço para crescerem como pessoas. E aqueles que tentam são ridicularizados numa total inversão de valores. Como esses alunos sairão do ensino médio? Será que preciso responder. E olha que nem falei da violência, das drogas, etc.
Mas soluções existem, basta querer. É só cada parte do processo que envolve a educação fazer a sua parte. Ao Estado e aos governantes que parem com discursos demagógicos e cumpram suas promessas de realmente investir em uma educação de qualidade e não de faz de conta. Aos professores, que sejam professores, que não se curvem diante de doutrinas políticas, que cobrem de seus alunos, que ensinem, que exijam o que tem que ser exigido, que assumam a responsabilidade do que é ser um professor. Aos pais que incentivem seus filhos ao estudo, que os eduquem, que cobrem, que participem, que elogiem, pois a educação não é uma exclusividade da escola.
E aos alunos eu só peço uma única coisa, que estudem. Isto é, estudante, estuda, não choraminga; estudante, estuda, não lamenta; estudante, estuda e corre atrás; estudante, estuda e não faz de conta; estudante, estuda, lê, pensa, responde, argumenta e adquire conhecimento e com ele se torna livre. Ao contrário será mais um escravo da ignorância, esse câncer social. E partir do momento que tivermos mais estudantes e menos “coitados”, teremos pessoas melhores, mais realizadas e por consequência uma sociedade melhor, menos reclamona e mais ativa.
Fabrício Colombo.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

LIBERDADE AO POETA

Liberdade, liberdade
me tire essa ansiedade
me peque no colo
conte-me uma história
que faça o sol nascer
iluminando o caminho
e que eu não siga sozinho.
Liberdade, liberdade
busque pra mim a felicidade
onde ela estiver, encontre-a
e traga para junto de nós
para acabar com esses conflitos
que me deixam aflitos
aborrecido, perdido.
Liberdade, liberdade
por ande anda a eternidade
aquela de ser livre
como correr pelo campo sem direção
pelo simples prazer de sentir o vento
sem se preocupar com o tempo.
Liberdade, liberdade
me arranque desta castidade
que como ferrugem em ferro
me corrói
fogo em brasa, queima aos poucos
e aos poucos me destrói.
Liberdade, liberdade
lembra daquele sonho
ele ainda não é verdade
continua na realidade amarga
ferindo a carne crua
mas nem sinto mais dor
que na alma nua vaga delirante.
Liberdade, liberdade
eu não quero esses castelos de infelicidades
muito menos ser um rei
as flores do jardim me bastam
para que eu possa colhe-las
e entrega-las
em um sorriso, a minha amada.
Liberdade, liberdade
eu não quero o poder sobre a humanidade
mandar em que não quer obedecer
ou em quem obedece por não ter
eu só quero o direito de escolher
a história que irei escrever.
Liberdade, liberdade
não me mate de saudade
me dê logo as asas
para que enfim
eu possa voar,
voar para bem longe,
longe de mim.
Fabrício Colombo

VOU EMBORA

Vou embora
Aqui não fico mais
Pois o verde
Já não tem mais
Aqui não dá mais
O azul do céu
Cinza ficou
E as águas cristalinas
Sujas estão
E a árvore da minha sombra
Por uma serra derrubada foi
Vou embora
Aqui a vida
Me deixou sem cor
Vou me embora
Vou para um lugar
Onde o verde eu possa ter
O azul do céu eu possa ver
Onde em paz
A natureza e eu
Possamos viver!
Fabrício Colombo

quinta-feira, 16 de junho de 2016

TODO DIA

Tu és a alegria
Que me invade todo dia
A canção e a melodia
Que eu canto todo dia
A poesia
Que escrevo todo dia
Tu é a emoção
Que tenho todo dia
A loucura
Que faço todo dia
A paixão
Que me envolve todo dia
Tu és a razão
Por quem eu vivo todo dia.


Fabrício Colombo

NÃO EXISTEM PORQUÊS

Você pode me achar um louco
E é exatamente na loucura
Que eu encontrei
Um motivo para viver
Pois na loucura
Eu posso te ter
Mesmo que você não saiba
E não me pergunte por quê?
No amor
Não existem porquês.

Fabrício Colombo

quarta-feira, 15 de junho de 2016

SOCIEDADE DE CONSUMO

SOCIEDADE DE CONSUMO
As mudanças tecnológicas e industriais ocorridas nos últimos tempos definiram historicamente as transformações das sociedades capitalistas. O desenvolvimento experimentado pela modernidade traz junto a si, a massificação dos meios de produção, que aumentaram em quantidade, velocidade e diversidade. Com isso, as relações entre produção e consumo se intensificaram e o mercado cresceu, aumentando a lista de mercadorias disponibilizadas à população.

Nossas vidas foram invadidas por inovações do desenvolvimento técnico científico que cria produtos para uma massa populacional, dando a ideia de individual. Vivemos em um mundo, como nos afirma Luciana Sacramento: "em um mundo de pura estética e a sociedade dividida m tribos gangs". Os grupos sociais estão se organizando pela forma e pela maneira daquilo que consomem, das marcas que utilizam. Nós somos aquilo que consumimos. A partir daí, os valores passam a ser aquilo que eu uso, que eu compro; e não aquilo que eu verdadeiramente sou como pessoa.
O processo industrial, a mídia e o marketing modificam o imaginário das pessoas, tornando objeto de desejo algo que possa ser consumido. Passam-nos a ideia de que se usarmos tal produto ou comprarmos tal marca, seremos diferentes, seremos melhores, vencedores. Com isso, essa pressão socioeconômica causada pelo consumo mobiliza as massas em direção a realizações pessoais. Assim, o mundo capitalista fragmenta através de um ideal de intenso consumo, um projeto coletivo.
E o grande truque, está na personalização da produção em massa. Através do avanço da informática é possível consumir através da internet, aonde o consumidor vai moldando o seu produto. Como por exemplo, os automóveis, onde se escolhe a cor, os detalhes, enfim, vai dando a impressão que se está consumindo um produto exclusivo.
Dessa forma, em nossa sociedade o importante não é SER, mas sim PARECER. A legitimidade das coisas e do que as pessoas representam está na aparência não na essência, isto é, o que a pessoa pensa, aquilo em que ela acredita, não é mais o principal. Vale muito mais aquilo que ela aparenta ser, no seu modo de vestir, os lugares que frequenta, o bairro que mora, o carro que tem.
Fabrício Colombo.

QUE CENA É ESTA

Que sorriso é este que vem me encantar
Fazer a minha euforia
Me deixa assim
A deriva do vento
E o que diria o poeta
Desta emoção
De já ter vivido algo parecido
A mesma chuva, o mesmo frio
As mesmas palavras
Talvez, iguais os gestos
E na rua você andava
E eu percorria, vagava deserto
Ao teu lado me sinto livre
Preso em teu olhar
Simplesmente calado ao te ouvir falar
Vou ficando admirado
Espantado, a tua voz
Canção que já ouvi
E lembranças vem em mim
De algo que não vivi
E de repente na mente
Cenas tão reais
Que ainda não compreendi
E o poeta nada diz com as palavras
Mas o meu desejo é de saber
Em que século será que te conheci
Me apaixonei e te perdi
E só agora te reencontrei
Mas eu já te procurava nas poesias
Onde escrevi o teu nome
Nas histórias que eu li
Você era a flor que eu dizia ser a mais bela
E que cena é esta
Que se faz presente
Quando nós frente a frente
Serão lembranças de um tempo perdido
Ou previsões de um beijo atrevido.
Fabrício Colombo

terça-feira, 14 de junho de 2016

MENOS EM VOCÊ

Eu já consigo enxergar
As estrelas entre as nuvens
Sem confundir com o teu olhar
Eu já consigo andar pelo sol
Sentir o vento
Sem imaginar teus cabelos soltos
Ou presos, nuca nua
Esperando os meus sussurros
É, eu já estou pensando menos em você
Os delírios estão cicatrizando
O tempo implacável que tudo faz passar
Ou sou eu que aprendi a me enganar....

Fabrício Colombo.

SOBRE PROFESSOR


DEMOCRACIA: LIBERDADE E IGUALDADE

Os princípios básicos da democracia são a liberdade e a igualdade. Porém, estes princípios não eram respeitados na íntegra nem pelos gregos antigos, criadores da democracia. De lá pra cá, os princípios democráticos se mantiveram os mesmos, ora evoluindo, ora retrocedendo.
Tendo o nosso país como exemplo, logo perceberemos que nossa democracia é muito incompleta. Vejamos o caso da liberdade, que corresponde aos direitos de ir e vir, de expressão e de escolha. Os dois primeiros são realidades, pelo menos na lei, já que a violência e a falta de segurança compromete muito o nosso ir e vir. Mas não somos livres para escolher o nosso direito de participação, se queremos ou não participar do processo político. Trata-se de uma obrigação, portanto, não de um direito, neste caso de escolha. Mas isso ocorre por um motivo muito simples, os cidadãos brasileiros em sua maioria não são qualificados. Se o voto, sendo obrigatório como é, tem pessoas que o negociam, imaginem se ele for livre, vai virar leilão. O que nos falta é consciência e em alguns casos caráter, para compreendermos que o bem comum é mais importante que os benefícios individuais de alguns.
Entretanto, o problema maior de nossa democracia não é a liberdade e sim a igualdade. Nesse aspecto temos muitas dificuldades, desde lei que privilegiam alguns até a total falta de igualdade de condições e oportunidades. Não somos iguais perante a lei como é propagado. Infelizmente as condições socioeconômicas determinam nosso grau de igualdade, assim, como nosso status social: juízes, políticos, militares, promotores, entre outros que possuem fórum privilegiado. Portanto, existem vários fatores de desigualdade entre os cidadãos brasileiros, tanto social como econômico, cultural e de privilégios.
Dessa forma fica claro que nossa democracia é falha. Por que não podemos esquecer que democracia não é só o direito de votar e ser votado. É ter acesso à saúde, ao trabalho, etc. E não podemos esquecer fundamentalmente que é necessário conscientizar o povo, da sua importância numa participação social qualificada no processo democrático. Só que para termos cidadãos mais qualificados, se torna imprescindível uma educação realmente de qualidade, que prepare as pessoas não só para o mercado de trabalho como se prepara um robô, mas para uma vida mais humana, que seja capaz de compreender que o bem comum também lhe proverá o bem individual.
Fabrício Colombo.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

EU ESCREVO

Eu não escrevo para ser entendido
Escrevo para contrariar
Não escrevo para seguir ideias
Eu escrevo pelos sonhos
Não escrevo por nada
Escrevo para desabafar
Eu escrevo as ilusões
Não escrevo pela razão
Eu escrevo pela emoção!

Fabrício Colombo

FILHO DO TEMPO

Ò vento, filho do tempo
Que movimenta moinhos
Que balança as árvores
Levanta as folhas do chão
Faz flutuar as areias no deserto
Vento que sopra frio
Assobia uma triste canção
Arranca a vida da terra
Ao mesmo tempo brinca com o mar
Brisa suave que faz sonhar
Vento que troca as nuvens de lugar
Que dança com as flores no jardim
Vento, filho do tempo
Eu te peço, use sua força
E traga ela pra mim.
Fabrício Colombo

VOU ME EMBORA PRA USHUAIA

Vou me embora pra Ushuaia
lá pras banda da Terra do Fogo,
fogo amigo
porque aqui o fogo é cruzado
e pode vir de qualquer lado
Vou me embora pra Ushuaia
dizem que é longe
daí você não precisará mais escutar
o que eu tenho pra falar
Vou me embora pra Ushuaia
dizem que é muito frio
já estou acostumado
com a frieza das ironias
das mentiras e das hipocrisias
Vou me embora pra Ushuaia
dizem que é o fim do mundo
então, é pra lá que eu vou
pois por aqui, já faz tempo
que o fim do mundo chegou.

Fabrício Colombo

domingo, 12 de junho de 2016

ILHA DAS CABRAS

Ilha das Cabras, Camboriú - SC - Julho de 2005.
Imagem: Fabrício Colombo.

NADA RESTOU

De todo o olhar
de todo tocar
de todo arrepio
de tudo que se viu
de tudo que se pensou
e esse nada que restou....

Fabrício Colombo.

RIO DAS ANTAS

Rio das Antas, Nova Prata (RS) - Maio de 2015.
Imagem: Fabrício Colombo.

sábado, 11 de junho de 2016

A VÍTIMA NÃO TEM CULPA E PONTO FINAL


Na última semana o que mais se comenta no país é o caso do estupro coletivo que ocorreu no Rio de Janeiro. Primeiramente, para que não haja dúvida, reafirmo o que muitos já falaram a vítima nunca tem culpa. Esse caso teve relevância nacional, pois acabou caindo nas redes virtuais, mas segundo estatísticas oficiais, doze mulheres são estupradas todos os dias no Brasil. Numa matemática simples, em um ano são 4.365 mulheres, nos casos oficiais que são registrados. 
Não sou e nem sirvo de baluarte da moral, mas vamos refletir um pouco. Historicamente somos um país machista, mas não é só o Brasil, o mundo o é, e muitas vezes esse machismo é fortalecido por várias mulheres, pois já ouvi muitas mães dizerem a seus filhos meninos que homem não chora. Pode parecer bobo, mas não é. Homem chora sim, tem medo, homem ama, homem sofre, sente dor, homem sente tudo que um ser humano sente. 
Também temos a questão do funk e, me perdoem as pessoas que curtem esse tipo de música e até a minha ignorância sobre este estilo. Mas infelizmente o que vejo atualmente através de algumas letras de funk é que elas propagam o machismo e a mulher como objeto de uso do homem. 
“Eliza Maria, é, baile de favela, Invasão, é, baile de favela E as casinha, é, baile de favela E os menor preparado pra foder com a xeca dela”(MC João)
“Meninas trazem currículo, o João te da trabalho Senta na piroca Sua gostosa do caralho” (Mc João).
Não vou me estender nos exemplos, até porque tem palavras inadequadas e creio que não há necessidades de comentar, algo que fica evidente nas letras e infelizmente dançada e cantada por meninas, que talvez sejam vitimas de um sistema educacional excludente. Também não podemos dizer que isso seja liberdade de expressão; tudo tem limite, inclusive a liberdade. Afinal de contas propagar o nazismo é crime; propagar o racismo é crime; propagar a homofobia é crime; e propagar a desmoralização da mulher nas letras dessas músicas é o que? Arte?
Quem me conhece sabe que defendo a liberdade de expressão, das ideias, do respeito a escolha das pessoas, mas as letras citadas acima são ofensas. Nada justifica um estupro, ainda mais pra mim que aprendi que para uma mulher não se levanta nem a mão. Mas temos que começar a pensar melhor o que consideramos música, expressão cultural, expressão de liberdade, enfim, não pudemos confundir liberdade com libertinagem, senão estaremos sempre diante desses fatos que vem e sai da mídia e, de concreto nada muda. 
Fabrício Colombo.

PARQUE DAS TUIAS

Parque das Tuias - Fontoura Xavier (RS) - Fevereiro de 2015.
Imagem: Fabrício Colombo

sexta-feira, 10 de junho de 2016

MASOQUISTAS

Por que a gente não se lembra dos sorrisos
Mas sempre das lágrimas
Por que a gente não lembra dos sonhos, das conquistas
E sempre das decepções
Por que a gente não lembra das vitórias
Mas sempre das derrotas
Por que a gente não lembra dos amores com carinho
E sempre como se fosse um espinho
Por que a gente não lembra de viver a eterna aventura
Mas sempre sofrer pela amargura.

Fabrício Colombo

SOBRE O CORRETO


NADA MAIS TRISTE

Nada mais triste
Amar um amor
Que não existe
Nada mais triste
Amar uma história
Que não persiste
Nada mais triste
Amar uma ilusão
Que dói no coração
Nada mais triste
Te amar assim
Só dentro de mim.
Fabrício Colombo

quinta-feira, 9 de junho de 2016

FILHO

Filho
Tão pequeno ser
Tão suave suspiro
Gigante amor a despertar
Em mim
Perdoe-me oh! Senhor
Mas filho
Quando te segurei
Em meus braços
Senti-me um Deus!

Fabrício Colombo.

ESCREVI

Escrevi tanta coisa
Tantas coisas por ti
Lembranças que não tive
Saudade que existe
De sonhos que não tenho mais
Tempo que ficou pra trás
Tempo que nunca parou
Nem quando o olhar se fechou

Fabrício Colombo

SOBRE A RAZÃO II


terça-feira, 7 de junho de 2016

PRECISO ACABAR

Preciso acabar logo com isso
Preciso quebrar esse feitiço
E lembrar que eu existo
Preciso acabar com esse sofrimento
Que pouco a pouco corrói meu coração
Preciso lembrar que tu não és minha
Que teu coração não é meu
Preciso acabar logo com isso
Preciso quebrar esse feitiço
Preciso lembrar que estou vivo
Preciso acabar com essa tristeza
E a saudade da tua lembrança
Preciso lembrar de não lembrar
Que de você não há o que esperar
Preciso acabar logo com isso
Preciso quebrar esse feitiço
Preciso lembrar do meu sorriso. 
Fabrício Colombo

ETERNAMENTE

Foste na vida
O grande sol a sorrir
O céu e o luar
Mais bonito que vi
A mais bela flor
De um jardim
A razão que não compreendi
A ilusão que vivi
Foste na vida
Tudo que eu não imaginei
E tudo o que eu sempre sonhei
O silêncio e som
Atravessados por uma melodia
O sonho que ninguém pode sonhar
A vida que só eu vivi
Foste na minha vida
Tudo, todo o amor
Que eternamente em mim ficou. 
Fabrício Colombo

OS BENEFÍCIOS DOS PROFESSORES

A última do governo do Estado do Rio Grande do Sul para tentar amenizar ou equilibrar suas contas é retirar os benefícios dos funcionários públicos. Vou me referir especificamente a minha categoria, que é a dos professores. Aí eu me faço a seguinte pergunta: Que beneficio eu recebo para que o governo manifeste sua intenção de não pagar mais.
Vejamos. Até onde minha ignorância alcança, professor não recebe verba de gabinete, que seria uma boa para podermos tirar cópias para realização de trabalhos, provas e materiais didáticos diversos; mas infelizmente não recebemos este beneficio. Pelo que me consta também não recebemos vale combustível, nem carro oficial a nossa disposição para deslocarmos de uma escola para outra; alias tem professor que dá aula até às 10h em uma escola e 10h20min já tem que estar em outra. Se o tele transporte já tivesse sido inventado, poderíamos requerer este beneficio. Também não recebemos vale paletó ou vale vestido para nos vestirmos adequadamente com a nossa profissão. Outro beneficio, que com certeza não temos é auxílio moradia.
Portanto, que beneficio o Governo quer nos tirar? O piso nacional? Nunca pagou. O salário no final do mês? Tá parcelado há muito tempo. O décimo terceiro? O de 2015 ainda não recebi. Recusei-me a fazer empréstimo de algo que é um direito. As condições de trabalho? Não temos. Ah! Deve ser as licenças prêmios que ninguém recebe. Opa, se não recebemos; também não é. Afinal de contas, que benefícios os professores recebem que o governo quer nos tirar. Ou será que querem nos tirar o que ainda resta de dignidade?

Fabrício Colombo

segunda-feira, 6 de junho de 2016

SOBRE O ENVELHECIMENO


SOLIDÃO

A solidão nos faz prestar atenção nos detalhes;
Nos deixa avoado... A gente desvia dos olhares.
Quando a solidão se transforma em tédio,
Procuramos amigos, distração, remédio.
E se a solidão já não é mais motivo
Pra fugir e não querer se sentir vivo,
É que a solidão quer te dar um tempo,
Te deixar viver um outro momento.
Então, a solidão se transforma em lembrança:
Outra festa; outra música; outra dança.
Isso não significa que te esqueci.
Não preciso esquecer.
Mas nessa última semana
Eu nem cogitei você.
Mas, bom te ver.
Douglas Altissimo

AGONIA II

Enlouqueço no teu leito
Fico preso em teu peito
Mas asas criei
E como uma pássaro voei
Um abraço, encontro a liberdade
Num gesto o pássaro foi ferido
Esse pássaro sou eu
E você diz coisas que me magoam
Você faz coisas tão a toa
O meu amor e a razão
O infinito e a solidão
Que agonia, que falta de você
Sinto saudade e vontade de não te ver
Não dá para compreender
Por que a razão
Eu sinto esta estranha complicação
E se fosse resolver
Até ia te dizer.

Fabrício Colombo

domingo, 5 de junho de 2016

CANELA - HOTEL PAMPAS

Hotel Pampas, Canela - RS - Julho de 2014.
Imagem: Viviane Rodrigues.

POR QUE CARA?

Por que você não sai da minha mente
Mesmo que eu não queira, persiste
Tua imagem na minha retina
Teu corpo, tudo que me fascina
Que não me deixa em paz
Por que cara
Se livra dessa tara
Isso tá virando loucura
Essa lembrança parace não ter cura
Lembrar do que não há
Que não ficou em nenhum lugar
Ah! Ingênuo coração
Por que fazes isso comigo
Aquela mão, aquele olhar
Que não consigo apagar
E a dor é no meu peito
Sonho que não tem jeito
Por que cara
Eu não queria isso pra mim
Flor que não é do meu jardim.

Fabrício Colombo

CHARLES CHAPLIN


sábado, 4 de junho de 2016

LAGUNA DOS PATOS

Laguna dos Patos, São Lourenço - RS. Janeiro de 2014.
Imagem: Fabrício Colombo.


AGONIA

Olho pelo janela, vejo o campo
Um céu azul
E não consigo me achar
Queria tanto conseguir resolver
Mas é mais complicado
Do que qualquer cálculo matemático
Pois o meu coração te ama
Minha razão te odeia
E meu sonho
Um dia ter sonhado em viver com você
Mas o meu sonho não vivi
Você a realidade que me faz sorrir
E o mal que me faz cair
As lágrimas que cortam o rosto meu
Angustia entorpecente
Teus olhos tem mistérios
Que eu não consigo desvendar.

Fabrício Colombo

SOBRE AS PESSOAS


sexta-feira, 3 de junho de 2016

AQUI

Aqui escrevo
Os meus profundos sentimentos
Aqui eu choro
Por quem merece
E muitas vezes a quem não
Aqui eu sofro
Minhas amarguras
Minhas dores
Aqui
Alegria também as tenho
E aqui
Tenho muitas ilusões
E com elas desilusões
Aqui eu sonho
E meus planos traço
Também enganos
Também desfaço
Aqui
Minhas vitórias comemoro
E minhas derrotas supero
Meu futuro aqui
Não se se está
Nem onde andará
Aqui por ti chorei
Mas aqui
Mais uma vez vou superar
Tantas que já não sei
Aqui
No silêncio eu grito
E ainda aqui
Muitas coisas vou guardar
Muitas lembranças terei
Alegres ou tristes
E mais lágrimas dos meus olhos
Mas as lágrimas também sabem sorrir
E sorrisos... sei que os terei
Aqui.

Fabrício Colombo.

A FALTA DE PROFESSORES: O DISCURSO E A PRÁTICA


A crônica falta de professores na rede pública estadual do RS não é novidade. É um problema social crítico que se arrasta há anos e nenhum governo consegue resolver. Mas de fato, algum tentou?

Os governos alegam que muitos professores se aposentam, outros estão em licença médica, gestante, etc. Mas isso acontece em todos os setores. Afinal, as pessoas não são eternas. Elas se aposentam, ficam doentes entre tantos outros motivos.
O problema é que o governo não diz que muitos professores se exoneram para ir trabalhar nas redes municipais ou em outros lugares, onde os salários são maiores e as condições de trabalho melhores. E aí não se pode reclamar, isto é lei de marcado do modelo capitalista em que vivemos. Qual profissional não irá trabalhar onde se oferecem as melhores condições e salários. Outro problema é que o Estado faz concurso e não nomeia os aprovados. Afinal, os contratados saem mais baratos aos cofres públicos do que os nomeados.
E o discurso dos governantes é que a educação é prioridade. Balela! Que prioridade? Se esses discursos sempre esbarram na alegada falta de dinheiro, que não falta para o legislativo, para o judiciário, para as negociatas políticas e corrupções. Já sei, os poderes são independentes, mas quem paga a conta de todos é um só: a sociedade. Essa mesma sociedade que infelizmente, também não valoriza a educação e quem nela trabalha.
E o que vemos na prática: escolas de latas, escolas sucateadas, depredadas, falta de funcionários e professores, sem falar nos materiais didáticos. E ainda por cima os governos e especialistas dizem que os professores têm que se atualizar. Mas não diz que quando um professor quer fazer uma pós-graduação ou se aperfeiçoar necessitando reduzir algumas horas para se dedicar aos estudos, recebe um sonoro Não destas mesmas pessoas que em público defendem o estudo e a especialização do professor.
Assim, fica evidente, que os problemas da educação estão longe de serem resolvidos, pois na real não é prioridade, pois é bem mais fácil enganar os ignorantes com discursos pomposos que não são realizados na prática.
Fabrício Colombo.